Coletor de dados facilita escolha de presentes em loja americana

Coletor de dados facilita escolha de presentes em loja americana

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coletores de dados
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O coletor de dados vira arma para brincadeira nas mãos de Bart Simpson

O coletor de dados inspirou a série americana que está há mais tempo no ar em horário nobre: Os Simpsons. Famoso por zombar dos costumes de seu país, e de outros como o próprio Brasil, o criador Matt Groening sempre coloca Bart em situações de pegadinhas. Em um episódio da 12ª temporada, a família toda vai à uma loja de departamentos. E o garoto levado percebe um dos terminais sem nenhum funcionário e resolve aplicar mais um de seus golpes. Ele abre uma lista de casamento em seu nome e começa a dispara o coletor de dados para todos os lados, selecionando todo tipo de produto. No fim, ele arma uma festa de casamento falsa para poder ficar com os presentes. Ele acaba sendo pego e o plano naufraga de vez quando uma nova juíza assume o caso e aplica uma pena ao menino, e seu pai, Homer, que deverão ficar acorrentados.

O desenho utiliza uma tecnologia presente na vida real: o coletor de dados. Há diversos modelos equipados com leitores de códigos de barra, que permitem que o aparelho seja utilizado em diversas áreas diferentes. E esta praticidade conquista tanto empresários como clientes.

“Há muitos anos, quando o computador se tornou mais popular aqui no Brasil, isso foi uma revolução na forma de se trabalhar, e hoje, passamos por um processo semelhante àquele, porque todas aqueles ferramentas do computador estão agora na palma da mão. E mais, o coletor de dados acaba se integrando a outros objetos como rádio de comunicação ou leitores de etiquetas com identificação RFID. Vivemos o futuro hoje”, diz o empresário João Gilberto Fangio. “A minha logística melhorou mil vezes”, ele completa.

O coletor de dados nada mais é que um computador portátil, em inglês handheld computer. Inclusive, a maioria dos aparelhos trabalha com um sistema operacional Microsoft Windows Mobile, especialmente desenvolvido para esta plataforma. Entretanto, ele ainda oferece mais.

Como o objetivo é armazenar informações de forma móvel, seja em ambiente externo, ou se deslocando em uma área grande como um armazém, por exemplo. A concepção do aparelho é receber informações de várias formas, seja com a inclusão via teclado pelo usuário, ou leitor de código de barras, ou ainda um leitor de etiquetas RFID, que respondem à um sinal de rádio emitido pelo coletor de dados, não só, com suas referências, mas também com a localização. “É um equipamento incrível, com ele determinadas atividades que poderiam durar horas, como receber e conferir uma entrega, são feitas em minutos”, elogia o analista de logística Fernando Souza.

Nos Estados Unidos, há alguns anos já existe um serviço oferecido por diversas lojas que facilitam a vida do consumidor semelhante ao da história de Bart. Na entrada, você cadastra os seus dados e recebe um coletor de dados com leitor ótico. E ao invés de recolher os produtos no carrinho, basta usar o equipamento no código de barras. Na saída da loja, o cliente passa por um terminal de autoatendimento onde realiza o pagamento e retira as compras ou ainda pode escolher recebe-las em casa.

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