Bibliotecas apostam em impressoras de etiquetas para controle de empréstimos

Bibliotecas apostam em impressoras de etiquetas para controle de empréstimos

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impressora de etiquetas
impressora de etiquetas

A impressora de etiquetas poupa custos às universidade e melhora a qualidade dos serviços bibliotecários.

Um produto versátil como a impressora de etiquetas nunca estaria fora de um ambiente voltado a educação. Seu grande objetivo é oferecer soluções logísticas em todas as áreas, e as grande bibliotecas do nível universitário precisam de novidades para se manterem competitivas em um mundo onde o conhecimento virtual ganha espaço. “É inconcebível colocar um estudante de faculdade de hoje em um biblioteca dos anos 1970, quieta, empoeirada, com uma senhora bibliotecária pedindo silêncio o tempo todo. É importante se modernizar para não morrer”, conta a professora Maria Otília, da PUC-SP.

A impressora de etiquetas deve compor um trio com um sistema de cadastro dos livros e um leitor de código de barras. “Com um trio como esses, é possível administrar a biblioteca com o mínimo de funcionários”, conta o bibliotecário Daniel Valente. A impressora de etiquetas permite a criação de adesivos duráveis com todas as referências do livro escritas e também representadas através de um código de barras.

“Neste ponto, cada universidade vai tomar uma decisão. Se ela optar por um controle maior de seu acervo, ela deve manter um funcionário controlando a saída dos livros. Basta que o aluno vá ao guichê, apresente seu cartão de identificação, também com um código de barras, e leve o exemplar. O funcionário usa um scanner e em poucos segundos registra o empréstimo”, explica Daniel.

Segundo ele, depois de usar a impressora de etiquetas para catalogar os livros, o ideal é criar uma série de terminais de autoatendimento. Nele, o aluno usa seu cartão para ter acesso ao sistema e usa o leitor de código de barras para alugar o livro. “Este seria o processo ideal. Inclusive o próprio sistema pode enviar um e-mail ou uma mensagem sms para informar o estudante do fim do empréstimo”, acrescenta Daniel.

Uma outra opção inovadora da impressora de etiquetas é utilizar radio tags, que são etiquetas inteligentes capazes de responder a um sinal de rádio. “A identificação por radiofrequência ou RFID, da sigla em inglês Radio-Frequency IDentification, é uma tecnologia de rastreamento popular no mundo todo, e muito utilizada na área de logística para rastrear remessas, e também no agronegócio para a identificação de animais”, explica o engenheiro de telecomunicação Rafael Ramos. “Esta etiqueta vem equipada com um transponder, que nada mais é que um chip e uma antena que podem responder a um sinal de rádio emitido pela base, seu sinal de resposta é triangulado e informa a posição”, ele completa.

Essa tecnologia RFID pode ajudar na localização de um exemplar que esteja fora de lugar ou impedir a saída de livros sem serem registrados. “Acho que um próximo passo seria equipar os cartões de identificação com o RFID, assim como os livros, e bastaria que e o aluno passasse pela porta, equipada para receber o sinal, e automaticamente seria registrada em sua conta o aluguel daquela unidade. Quem sabe daqui a alguns anos”, finaliza a professora Maria Otília. De um jeito ou de outro a impressora de etiquetas estará presente, oferecendo as mais criativas possibilidades.

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